PERFORMANCE E EROTISMO NAS OBRAS DE SÉRGIO SANT’ANNA E MARCELO MIRISOLA
Alessandra Valério
Dra. Regina Coeli Machado e Silva
RESUMO: A literatura contemporânea, além de buscar diferentes formas de contar suas histórias, tem se constituído como espaço de reflexão sobre questões relativas às suas próprias condições de produção no campo literário. Essas obras não só questionam os limites da ficção como também encenam a debate sobre como narrar, e a partir de quais perspectivas, desnuda as engrenagens da construção literária perante os olhos do leitor. O presente artigo tenta compreender de que forma ocorre esse fenômeno performático nas obras Um crime delicado (1997) de Sérgio Sant’anna e Joana a contragosto (2005) de Marcelo Mirisola. Tais obras apontam semelhanças interessantes, não só em relação à temática metacrítica que retratam, mas também no tocante à escolha do erotismo como metáfora da tensão presente na relação entre autor, obra e leitor.
REVISTA TRAMA
UM AUTOR DE PAPEL? REFLEXÕES SOBRE O PAPEL DO AUTOR CONTEMPORÂNEO NA OBRA DE MARCELO MIRISOLA
Alessandra Valério
RESUMO: A ficção contemporânea tem buscado novas formas de contar as suas histórias. Entre as estratégias narrativas que aparecem de modo mais freqüente, encontram-se o fortalecimento da perspectiva subjetiva do narrador em 1ª pessoa. Unida à ampla utilização da 1ª pessoa, encontra-se, com freqüência, a fusão das figuras do narrador e do autor que passam a se manifestar em uma só voz. Esse recurso é utilizado em muitas obras do escritor Marcelo Mirisola, em especial nos romances O azul do filho morto (2002) e Joana a contragosto (2005). Ao utilizar o seu nome próprio na extensão de suas obras, Mirisola articula uma figura autoral, que se manifesta tanto na ficção como fora dela, no espaço midiático. Tal procedimento além de expor as engrenagens da construção literária, levanta questionamentos acerca dos novos lugares ocupados por escritores, obras e leitores em uma sociedade midiatizada. Essa mobilidade está atrelada, principalmente, a um novo processo de concepção da escrita, que na atualidade se difere essencialmente do passado. Em função disso, este artigo resgata a trajetória sócio-histórica do papel do autor na sociedade ocidental para, posteriormente, compreender as condições de produção contemporâneas que permitem a reconfiguração da posição da figura autoral.
PALAVRAS-CHAVE: Literatura contemporânea, autoria, Marcelo Mirisola.
REVISTA IDEAÇÃO:http://e-revista.unioeste.br/index.php/ideacao/article/view/6080
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