RE... PARTIDA
CRÔNICA DA DESPEDIDA ANUNCIADA
O porta-malas aberto do carro, recoberto com os últimos objetos que ela desordenadamente depositava ali. Sem ordem, sem logística, sem organização como sua própria trajetória. Até poderiam caber os anais de eventos se realocasse as malas um pouco para direita e a coleção de revistas Bravo um pouco mais ao fundo. Mas quem precisa de anais de evento? Quem precisa, nesta situação, de um periódico que goza de um nome tão pejorativo. Depois, hoje já se encontram todos disponíveis na internet. Tudo se encontra na internet, no Google, a um clique de distância. Lembrou-se com um pouco de nostalgia irônica da aula de metodologia de pesquisa do Doutorado em que a professora decidira ensinar-lhes a pesquisar artigos em periódicos na rede. Ela, a professora, aprendera bastante naquele dia.. A reminiscência divertida desanuviou um pouco a tensão daquele momento, mas logo a lembrança da missão a que se lançava voltou a turvar-lhe a vista. Tudo se encontra na internet hoje. Menos as repostas que ela precisava encontrar. O Google Earth não dizia nada a respeito dos mapas da sua estrada.
Os anais ficarão. Decidiu. Os últimos tempos foram marcados por esse movimento sinuoso: decidir o que levar consigo, o que deixar pra trás, às margens do caminho. Uma travessia sempre exige escolhas árduas, decisões vacilantes, mesmo para uma errante como ela . A própria escolha pela travessia é uma opção que já de imediato implica exclusões. Ela as fazia conscientemente em alguns momentos, em outros por pura intuição e em outros como simples apostas. Definitivamente não há como prever todas as rotas que deverão ser percorridas. Mas ela sabia que ainda estava longe da estação final.Teve essa certeza meses antes quando tentara abreviar o caminho: não se é assim tão dono da própria existência.
O último olhar pela casa vazia somente reforçou o sentimento que mais tivera naquele ambiente – desconforto. Uma ponta de tristeza e nostalgia, que sempre está presente nas despedidas e nos rituais de passagem, invadiu-a por um instante. Imagens fragmentadas de uma felicidade forjada passaram de súbito pela consciência. Não. Definitivamente não fora feliz ali, por mais que tivesse tentado. Tudo aquilo lhe parecia agora tão desprovido de sentido, tão ausente de razão. Trancou a porta e suspendeu o pensamento.
O porta-malas ainda continuava aberto e ela olhou-o novamente. Deveria mesmo deixar os anais? No fundo gostava desses estados de desestabilização que podem levar à sensação agônica de abismo mas que também possibilitam descortinar as mais belas paisagens do caminho. Lembrou-se de que há quatro anos realizava o mesmo procedimento. Enchia o carro de tralhas, o coração de possibilidades e se lançava à sorte de um destino desconhecido, munida apenas de coragem. A diferença é que agora não ia só. Levava consigo alguém que aprendeu a amar e com quem conseguiu repartir os sonhos e também o inconformismo, a insubmissão e o gosto por aquela liberdade de quem não tem nada a perder. Nesse momento, o medo revolveu seu estômago, uma vertigem lhe subiu pela garganta e ela recostou-se na parede da garagem.
Ela não estava sozinha. Ela tinha alguém a quem amava. Antes se jogava sem melindres aos golpes do destino, às reviravoltas da vida, somente ela poderia perder... somente ela poderia ganhar nesse jogo solitário. E agora? Transmitira a alguém esse gosto pelo risco, esse prazer que é enfrentar o inexorável, se lançar ao vento de olhos fechados, mesmo sabendo o quanto isso pode machucar. Agora era tarde para voltar atrás. Era exatamente isso que ele buscava nela: a coragem que ele não tinha e que tanto lhe faltava. Toda relação é uma troca, ela possuía o ímpeto, ele a força. Ela havia entrado em sua vida para lhe oferecer a insensatez necessária ao desequilíbrio que ele tanto almejava para sair do lugar. Ele lhe propunha o desafio de se olhar no espelho, de lidar com uma imagem invertida de si mesma e também de reconfigurar suas incertezas mais certas. Se encontraram há quatro anos, quando ela queria o chão e ele queria o vento. Juntos optaram pela síntese. Sofreram, como sofrem todos aqueles que sonham com um meio-termo, com o equilíbrio. Mas conseguiram sintonizar o olhar ao longo da mesma estrada.
Essa lembrança a acalmou. Sorriu. Fechou o porta-malas. Os anais ficariam. Junto deles todos os fracassos de estabelecer uma relação sadia com aquele lugar. Todas as lágrimas, todos os cortes, todo o sangue. Que fiquem aqui! Fiquem com os donos daquele feudo e com aqueles que tanto queriam ver as suas feridas. Os mesmos que exibem orgulhosamente os seus grilhões como prêmios pela covardia que alimentam. Os que prestam vassalagem torpe ao dinheiro. Não levaria consigo os sorrisos falsos, a hipocrisia sarnenta que empesteava aquele ambiente, a moral ambígua e pestilenta dos seres com os quais fora obrigada a conviver durante aqueles anos. Respirou aliviada. Estavam certos eles, esse lugar não era para ela, menos ainda para quem ela amava. Tudo aquilo ficaria à margem, porque eram margem... resto...pedras imóveis que se refestelam com a brisa provocada pelo movimento de quem passa, de quem ousa sonhar . Sombras.. eram agora apenas sombras.
Entrou no carro, girou a chave e virou a página. Ele a esperava para outro capítulo.
Tese ou tesão???
UMA TESE É UMA TESE
MARIO PRATA
Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.
As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese.
Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.
O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.
São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?
Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha.
Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.
Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.
E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.
Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290.
Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.
Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma
versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.
Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?
Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?
E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza.
Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.
Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?
Pensando bem, até que não é uma má idéia!
Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?
Acho que seria um tesão.
Sabe tese, de faculdade? Aquela que defendem? Com unhas e dentes? É dessa tese que eu estou falando. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já defendeu uma tese. Ou esteja defendendo. Sim, uma tese é defendida. Ela é feita para ser atacada pela banca, que são aquelas pessoas que gostam de botar banca.
As teses são todas maravilhosas. Em tese. Você acompanha uma pessoa meses, anos, séculos, defendendo uma tese.
Palpitantes assuntos. Tem tese que não acaba nunca, que acompanha o elemento para a velhice. Tem até teses pós-morte.
O mais interessante na tese é que, quando nos contam, são maravilhosas, intrigantes. A gente fica curiosa, acompanha o sofrimento do autor, anos a fio. Aí ele publica, te dá uma cópia e é sempre - sempre - uma decepção. Em tese. Impossível ler uma tese de cabo a rabo.
São chatíssimas. É uma pena que as teses sejam escritas apenas para o julgamento da banca circunspecta, sisuda e compenetrada em si mesma. E nós?
Sim, porque os assuntos, já disse, são maravilhosos, cativantes, as pessoas são inteligentíssimas. Temas do arco-da-velha.
Mas toda tese fica no rodapé da história. Pra que tanto sic e tanto apud? Sic me lembra o Pasquim e apud não parece candidato do PFL para vereador? Apud Neto.
Escrever uma tese é quase um voto de pobreza que a pessoa se autodecreta. O mundo pára, o dinheiro entra apertado, os filhos são abandonados, o marido que se vire. Estou acabando a tese. Essa frase significa que a pessoa vai sair do mundo. Não por alguns dias, mas anos. Tem gente que nunca mais volta.
E, depois de terminada a tese, tem a revisão da tese, depois tem a defesa da tese. E, depois da defesa, tem a publicação. E, é claro, intelectual que se preze, logo em seguida embarca noutra tese. São os profissionais, em tese. O pior é quando convidam a gente para assistir à defesa. Meu Deus, que sono. Não em tese, na prática mesmo.
Orientados e orientandos (que nomes atuais!) são unânimes em afirmar que toda tese tem de ser - tem de ser! - daquele jeito. É pra não entender, mesmo. Tem de ser formatada assim. Que na Sorbonne é assim, que em Coimbra também. Na Sorbonne, desde 1257. Em Coimbra, mais moderna, desde 1290.
Em tese (e na prática) são 700 anos de muita tese e pouca prática.
Acho que, nas teses, tinha de ter uma norma em que, além da tese, o elemento teria de fazer também uma tesão (tese grande). Ou seja, uma
versão para nós, pobres teóricos ignorantes que não votamos no Apud Neto.
Ou seja, o elemento (ou a elementa) passa a vida a estudar um assunto que nos interessa e nada. Pra quê? Pra virar mestre, doutor? E daí? Se ele estudou tanto aquilo, acho impossível que ele não queira que a gente saiba a que conclusões chegou. Mas jamais saberemos onde fica o bicho da goiaba quando não é tempo de goiaba. No bolso do Apud Neto?
Tem gente que vai para os Estados Unidos, para a Europa, para terminar a tese. Vão lá nas fontes. Descobrem maravilhas. E a gente não fica sabendo de nada. Só aqueles sisudos da banca. E o cara dá logo um dez com louvor. Louvor para quem? Que exaltação, que encômio é isso?
E tem mais: as bolsas para os que defendem as teses são uma pobreza.
Tem viagens, compra de livros caros, horas na Internet da vida, separações, pensão para os filhos que a mulher levou embora. É, defender uma tese é mesmo um voto de pobreza, já diria São Francisco de Assis. Em tese.
Tenho um casal de amigos que há uns dez anos prepara suas teses. Cada um, uma. Dia desses a filha, de 10 anos, no café da manhã, ameaçou:
- Não vou mais estudar! Não vou mais na escola.
Os dois pararam - momentaneamente - de pensar nas teses.
- O quê? Pirou?
- Quero estudar mais, não. Olha vocês dois. Não fazem mais nada na vida. É só a tese, a tese, a tese. Não pode comprar bicicleta por causa da tese. A gente não pode ir para a praia por causa da tese. Tudo é pra quando acabar a tese. Até trocar o pano do sofá. Se eu estudar vou acabar numa tese. Quero estudar mais, não. Não me deixam nem mexer mais no computador. Vocês acham mesmo que eu vou deletar a tese de vocês?
Pensando bem, até que não é uma má idéia!
Quando é que alguém vai ter a prática idéia de escrever uma tese sobre a tese? Ou uma outra sobre a vida nos rodapés da história?
Acho que seria um tesão.
O direito à dor
Quando abri os
olhos, apenas reflexos esparsos de uma luz fria e ao longe o som do atrito metálico
de alguns objetos. O odor misturava álcool, éter
e sangue. “Não é possível! Mais uma vez... não deu certo”. Foi o
primeiro pensamento que sobreveio após os lampejos da minha consciência me
indicarem que aquilo ali era um hospital. Um hospital! Inconfundivelmente um
hospital! Como poderia não reconhecer este cenário com que fui brindada desde a
infância? O jaleco branco do médico é minha Madeleine.
Minha mãe era
enfermeira na cidade pequena em que nasci. Trabalhava em um hospital de médio
porte. Cresci sentindo o perfume da dor
do outros. Esparadrapos, gazes e seringas eram brinquedos para mim. Meu
imaginário sempre permeado de histórias sobre febres, veias, cortes, feridas,
pus, morte e solidão. Minha mãe falava muito sobre o abandono e a tristeza que
era morrer sozinho. Apodrecendo numa cama, sendo tomado por feridas e mágoas
diante do silêncio constrangido de parentes que rareavam as visitas a cada
dia. Enojavam-se diante do moribundo e
procuravam aliviar ao máximo as suas culpas nas visitinhas ao estilo “pra não
dizer que não falei das flores”, laxante de consciência. “Não é fácil ser um
moribundo” dizia minha mãe. “Quero morrer sem dar trabalho, como sua avó”,
emendava melancólica e resignada.
Minha vó
materna morrera antes de eu nascer. Foi parada cardíaca, segundo minha mãe,
dormiu e não amanheceu. O rosto sereno sugerira a ela a placidez de uma morte
calma, daqueles que saem à francesa, elegantemente, sem deixar rastros. Ao
contrário de meu avô, que carcomido pelo câncer e pelos pecados, gemeu e
agonizou até o último suplicante suspiro de seu pulmão canceroso. Morreu
fedendo. Sua partida empesteou o ambiente assim como sua vida contaminou a alma
daqueles que com ele foram obrigados a conviver. Tenho muitas contas a acertar
com esse velho descendente de nazistas!
Não conheci,
portanto, meus avós maternos. Embora carregue um pouco de suas maldições
hereditárias entranhadas no meu DNA, assim como herdei também da minha mãe a melancolia, a solidão e a intimidade com a
morte.
_ Oi, oi está me ouvindo? Fala comigo! Você me
ouve?
O zunido foi
se tornando mais nítido e distingui a voz do médico avisando que atravessaria
uma maldita cânula pela minha garganta até o estômago. Os contornos opacos e
indefinidos sugeriam um pronto socorro. Eu saberia diferenciar um pronto
socorro de qualquer outra parte de um hospital. Não só porque cresci em um
hospital e frequentei vários em diferentes momentos da minha vida, mas porque o
ritmo ansioso, a falta de paciência e o mau humor de médicos de final de
plantão são inconfundíveis em um pronto socorro. Já vivera essa parte outras
vezes. Resolvi fechar os olhos e tentar entender como foi que viera parar ali
novamente. Minha mente embaralhada acionou uma sucessão de eventos indistintos,
minha mãe, minha vó e sua morte linda... o sangue na escada... as vozes...você
tem que ser mais forte... mais forte... aqui não há espaço para fracos... não
há lugar para você... você nunca termina... você nunca conclui nada... você
foge... foge... não adianta se esconder... não adianta chorar...
- Feliz
aniversário, meu amor!
Abri os olhos
esperando encontrar o rosto carinhoso de minha mãe. A doçura daqueles olhos verdes que escondiam
um labirinto, a proteção daquele abraço quente que espantava os fantasmas da
noite e me convidava a viver e a respirar o dia brilhante. Aquele bolo caseiro
confeitado, desajeitadamente, o guaraná no copo. Aquele dia especial, em que eu
era maior e o mundo insignificante. A frase “Há... anos você estava na minha
barriga... eu escutava Orlando Moraes e imaginava como você seria...”
- Feliz
aniversário... abro os olhos novamente e vejo as lágrimas transbordando dos
olhos verdes... mas era o Edu e eu já conhecia aquele olhar. Era meu
aniversário... Eram trinta anos. Era mais do mesmo... a sobrevivência me impunha a dor outra vez.
Agora tudo se movia ao meu redor... estava sendo retirada dali. Quando uma voz
interrompe o processo em curso...
- Feliz
aniversário... quando estiver melhor vou te levar à oncologia para você
descobrir o que é dor.
Era o médico.
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